© Peter Adamik

Claudio Bohórquez

De origem peruana e uruguaia e nascido na Alemanha, Claudio Bohórquez é considerado um dos mais destacados violoncelistas da actualidade. Aluno de Boris Pergamenschikow, alcançou desde muito jovem importantes distinções em concursos internacionais, entre os quais o Concurso Tchaikovsky para Jovens Músicos, em Moscovo, e o Concurso de Violoncelo Rostropovich, em Paris.

Em 2000, obteve três distinções no primeiro Concurso Internacional Pablo Casals: o Primeiro Prémio, o Prémio Especial para a melhor interpretação de música de câmara e, pelas mãos de Marta Casals Istomin, o privilégio de tocar durante dois anos no violoncelo Goffriller que pertencera a Pablo Casals. Venceu igualmente o Primeiro Prémio do Concurso Internacional de Música de Genebra, distinção que marcou o início da sua carreira internacional como solista.

Apresentou-se como solista com algumas das mais prestigiadas orquestras internacionais, entre as quais a Staatskapelle Dresden, Gewandhausorchester Leipzig, Wiener Symphoniker, Orchestre de Paris, Orchestre Philharmonique de Radio France, Tonhalle-Orchester Zürich, Academy of St Martin in the Fields, NHK Symphony Orchestra e Tokyo Philharmonic Orchestra. Nos Estados Unidos, actuou com a Boston Symphony Orchestra, Chicago Symphony Orchestra, Cleveland Orchestra, Detroit Symphony Orchestra, Los Angeles Philharmonic, National Symphony Orchestra e Philadelphia Orchestra.

Ao longo da sua carreira, colaborou com maestros como Daniel Barenboim, Christoph Eschenbach, Manfred Honeck, Sir Neville Marriner, Eiji Oue, Krzysztof Penderecki, Leonard Slatkin, Tugan Sokhiev, Lothar Zagrosek e David Zinman.

Apaixonado pela música de câmara, é presença regular em importantes festivais internacionais, entre os quais o Festival Casals, em Porto Rico, City of London Festival, Jerusalem International Chamber Music Festival, Lockenhaus, Tanglewood, Ravinia, Aspen, Schleswig-Holstein e Rheingau.

A sua discografia inclui numerosas gravações, entre as quais um álbum dedicado às sonatas de Johannes Brahms, com Péter Nagy, editado pela Berlin Classics.

Paralelamente à carreira de intérprete, desenvolve uma importante actividade pedagógica. Foi Professor na Escola Superior de Música de Estugarda e, desde 2016, é Professor de Violoncelo na Escola Superior de Música Hanns Eisler de Berlim.

Foi ainda nomeado Director Artístico do Festival Winnenden, função que exerce desde a temporada 2017/18.

Claudio Bohórquez toca num violoncelo G. B. Rogeri, que lhe foi cedido pela Landeskreditbank Baden.