© Marco Borggreve

Philippe Graffin

Aclamado como um dos mais destacados violinistas da actualidade, Philippe Graffin foi descoberto por Yehudi Menuhin, que, depois de o ouvir no Concurso Fritz Kreisler, na Áustria, o convidou a realizar a sua primeira gravação com a Royal Philharmonic Orchestra.

A sua singular carreira internacional levou-o aos cinco continentes e reflecte uma permanente curiosidade artística, particularmente evidente na sua extensa e aclamada discografia, que se estende de Mozart a obras especialmente compostas para si. Gravou mais de trinta concertos, entre os quais Saint-Saëns, a redescoberta do Concerto de Fauré, versões originais e esquecidas do Poème de Chausson, do Concerto de Elgar e de Tzigane de Ravel, bem como concertos de Britten, Dvořák e Coleridge-Taylor. A sua discografia inclui ainda concertos de Rodion Shchedrin e Vytautas Barkauskas.

Como solista, apresentou-se com orquestras como a Philharmonia, BBC Symphony Orchestra, BBC National Orchestra of Wales, Royal Liverpool Philharmonic, English Chamber Orchestra, Saarbrücken Philharmonie, Residentie Orkest, Gothenburg Symphony, Czech Philharmonic, Orchestra di Padova e del Veneto e Filarmónica de São Petersburgo. Actuou em salas como o Lincoln Center, em Nova Iorque, Concertgebouw de Amesterdão, Wigmore Hall e Royal Albert Hall, em Londres, Palazzetto Bru Zane e Maison de la Radio et de la Musique, em Paris, e apresentou-se extensamente na Europa, Estados Unidos, África do Sul, Ásia e Austrália.

Philippe Graffin dedica-se apaixonadamente à música dos nossos dias, incluindo a de compositores como Dutilleux e Saariaho. Vários compositores escreveram obras para si, entre os quais Vytautas Barkauskas, Philippe Hersant, David Matthews, Yves Prin, Rodion Shchedrin, Peter Fribbins e Marcelo Nisinman.

Em 2014, criou com Gérard Depardieu, no Flagey, em Bruxelas, um projecto para a televisão belga que cruzava poesia e música e que viria a dar origem ao documentário Graffin-Depardieu, la nuit leur appartient.

Aluno de Philippe Hirschhorn e Josef Gingold — este último, por sua vez, discípulo de Eugène Ysaÿe —, Graffin mantém uma relação particularmente profunda com a obra do grande violinista e compositor belga.

Durante 25 anos, Philippe Graffin foi Director Artístico do festival de música de câmara Consonances, em Saint-Nazaire, França.

Paralelamente à sua intensa actividade artística, Philippe Graffin é Professor de Violino no Conservatório Real de Bruxelas e no Conservatório Nacional Superior de Paris.